Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
#desenvolvimentos11

 Como foi referido no post anterior, definimos recentemente o capítulo que faltava ao nosso documentário. Este capítulo vai responder a uma questão crucial: Como é que uma criança é classificada como tendo necessidades educativas especiais?

Vamos deixar aqui um pequeno resumo do processo que envolve essa classificação:

 

Em primeiro lugar, há uma sinalização por parte do professor, ou por suspeita de que a criança tem necessidades educativas especiais (NEE) ou por mero pedido de acompanhamento psicológico.

É feita a avaliação pelo psicólogo (cognitiva, desenvolvimental e emocional). Quando a criança não tem nenhuma limitação imediata, como surdez por exemplo, em que é considerada automaticamente NEE, a criança tem que ter 50% ou mais de intensidade em pelos menos 3 indicadores do CIF. O CIF é a Classificação Internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde, e mede a intensidade das dificuldades das crianças numa escala qualitativa (nenhuma dificuldade, dificuldade ligeira, dificuldade moderada, dificuldade grave e dificuldade completa).

Quem avalia as funções e estatura do corpo são exclusivamente os médicos e os psicólogos. No entanto, para uma criança passar para o nível 3 (NEE) é preciso uma avaliação de uma equipa multidisciplinar que inclui, para além do médico e do psicólogo referidos anteriormente, um terapeuta da fala e um professor do ensino especial.

Como é um diagnóstico que implica uma grande responsabilidade, uma vez que uma criança que seja considerada de nível 3 (NEE), nunca mais deixa de o ser, é necessário fazer uma avaliação cuidadosa, não só á criança mas também aos pais e professor.

Quando após avaliação o psicólogo acha que a criança tem NEE, o professor que fez a sinalização deve abrir um processo de referenciação.

Além da questão do processo de classificação destas crianças surge uma outra questão: Uma criança depois de ser classificada com tendo NEE, nunca mais deixa de ter essa classificação ao longo da sua vida escolar, independetemente da sua evolução. Até que ponto é correto classificar terminantemente uma criança? Como se sentem as pessoas que dão o juízo final numa questão que exige tanta responsabilidade?

É neste tipo de questões que nos vamos debruçar neste capítulo do documentário "Sou diferente e depois?"

Para quem quiser saber um pouco mais sobre este assunto, deixamos aqui um documento sobre o processo de classificação destas crianças.

 

 

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