Sexta-feira, 16 de Março de 2012
#entrega03 - Demo gráfica/tecnica do documentário

Boa noite, segue no post a entrega numero 3.

Para a terceira entrega -Demo técnica e Demo Gráfica, achamos necessário dividi-la por dois post referente aos dois pontos da entrega.


Nesta etapa o nosso objetivo foi demonstrar como será a interação do utilizador nas plataformas de difusão do documentário, como funcionará a integração entre essas plataformas, demonstrar como pretendemos visualmente o nosso documentário, quais as opções técnicas a tomar, etc. Além disso realizamos a pesquisa preliminar – recolha de mais informação sobre o tema, e a estrutura provisoria.

 

Demo Gráfica e Técnica – Documentário

 

Na demo gráfica/técnica do nosso documentário, optamos por fazer um pequeno clip de vídeo que serve estas duas componentes. O objetivo foi demonstrar a perspetiva que temos em relação aos tipos de planos que pretendemos usar, como ambicionamos as cenas visualmente, como será o tipo de edição tanto ao nível de transições, como de efeitos e contextualização dos intervenientes na ação através de infografias simples.
Para tal, criamos uma pequena narrativa contextualizando os elementos do grupo, o seu contexto académico, o tema de trabalho e o porque da realização do mesmo.
A quando da pré-produção deste clip, realizamos um pequeno guia dos planos que pretendíamos utilizar, sendo que serão semelhantes aos que usaremos no nosso produto final. Nesse mesmo guia, colocámos ainda a estrutura inicial que pensámos para sequenciar as filmagens na pós-produção.

 

Figura 1-  Pequeno guia.


 


Posteriormente, passamos à fase da produção: as gravações. Utilizamos câmara, tripé, microfone externo e projetores, material fornecido pelo departamento.

Foco

Figura 2 - Projetor utilizado

 

camara_tripé

Figura 3 - Câmara e tripé utilizados

 

 

 

As gravações foram efectuadas no formato HDV e gravadas numa cassete na camara , a captação do áudio foi realizado através do microfone interno da câmara e, em algumas situações, como gravações no exterior, utilizámos um microfone externo à camara para captar o som na direção do que estavamos a filmar. Optamos por utilizar o microfone interno da camara em grande parte das gravações pois perante as opções disponibilizadas pelo departamento e algumas das opiniões que nos foram dadas, achamos a melhor opção.

 

microfone

Figura 4 - Microfone externo utiliiizado

 


Passádas as gravações ies que chega a  pós-produção. Para podermos editar o clip foi necessário converte-lo para formato digital, realizamos a conversão através do Adobe premiere para o formtao mpeg .

 

Figura 5 - ilustração da importação do vídeo

Após a conversão , passamos à edição , realizamos os cortes necessários para sequenciar a acção da forma que tinhamos previsto,(a nossa sequencia foi um pouco alterada pois na transição do papel para a montagem percebemos que existiam soluções melhores que aqueles que inicialmente tinhamos concebido), aplicamos efeitos de transição, e efeitos ao video .

 

Figura 6 - Ilustração dos cortes feitos no clip original

 

Figura 7 - Ilustração dos efeitos de transição utilizados.

 

Figura 8 - Ilustração dos efeitos aplicados no vídeo.

 

Para além deste itens , colocamos ainda infografias para a contextualização do clip e dos intervenientes. Optamos por colocar essas infografias no Adobe premiere pois não obtivemos bons resultados no Adobe afecter effects , não possuiamos conhecimentos soficientes neste software e não conseguimos produzir o que esperavamos , no entanto continuamos a trabalhar no programa para posteriormente ser possivel a sua utilização correcta e produtivamente .

 

Figura 9 - Ilustração da inserção de inforgrafias.

 

Relativamente ao tratamento de som utilizámos o Nuendo, programa que já havíamos referido na lista de requisitos funcionais . O primeiro passo para a edição é a importação do ficheiro para o programa.

 

Figura 10 - Ilustração da importação do ficheiro.

 

Após a importação, aplicamos o plugin denoise para retirar o ruido ao som, além disso uniformizámos.

Figura 11 - Ilustração do tratamento do som.

 

De seguida, aplicámos alguns efeitos no som ambiente que importámos , por exemplos: fade in, fade out .

 

Figura 12 - ilustração da aplicação do fade in

 

Figura 13 - ilustração da aplicação do fade in out

 

Figura 14 - ilustração da aplicação da redução do volume no som.

 

Após toda a edição do video , exportamo-lo em dois formatos :  .avi e.flv. Um com mais qualidade logo mais pesado , e outro com um pouco menos de qualidade mas mais leve para que possamos coloca-lo nas nossas plataformas sem dificuldade , este foi exportado com p codec On2 VP6.

 

Figura 15 - Ilustração da exportação do vídeo no formato avi

Figura 16 - Ilustração da exportação do vídeo no formato flv

 


 

Segue o clip que elaboramos:




A quando da ultima reunião com o nosso orientador definimos uma estrutura:
•    Pesquisa preliminar
•    Estrutura provisória
•    Trabalho de campo
•    Guião Provisório

Para esta semana a meta que estabelecemos foi a construção da pesquisa preliminar e a estrutura provisória. Segue em anexo o nosso trabalho.

 

Pesquisa preliminar:


Durante estas duas semanas de trabalho, realizamos uma pesquisa mais aprofundada sobre o tema do nosso documentário – crianças com necessidades educativas especiais (NEE). Para tal, para além da investigação através de documentos e programas relacionados, decidimos “ir para o terreno” e falar com algumas pessoas que lidam com NEE:


•    Pais;
•    Professor;


Todas as conversas foram informais, pois o principal objetivo era perceber quais as dificuldades com que estas pessoas se deparam ao lidar com estas crianças, o que é diferente, quais as barreiras que a sociedade coloca, entre outros.
Os pais entrevistados têm um filho com Hiperplasia Congénita da Supra-Renal *. Embora seja uma deficiência que não é visível (pelo menos para já), mudou a vida deles e do filho logo depois do seu nascimento. A sua alimentação tem que ser altamente supervisionada, a dose de cortisona tem que ser tomada todos os dias à mesma hora e, caso isso não aconteça, traduz-se imediatamente no comportamento da criança que fica visivelmente agitada e agressiva.


A maior preocupação destes pais é quando o filho atingir a puberdade, uma vez que as crianças com esta deficiência têm um desenvolvimento precoce dos genitais externos e, nessa fase da sua vida, pode provocar-lhe um sentimento de diferença em relação aos outros rapazes da sua idade e pode também fazer com que seja motivo de gozo por parte dos colegas, o que é muito comum nessa faixa etária.

A conclusão que tiramos desta pequena conversa com estes pais é que as suas maiores preocupações assentam em como o seu filho vai aceitar o seu problema quando tiver idade para o compreender e como é que vai ser a sua passagem pela puberdade. O receio que ele seja excluído e gozado e não consiga lidar com isso, esteve presente em quase todo o diálogo. A nível cognitivo trata-se de um criança completamente normal apresentando até, um desenvolvimento acima da média. Isso só vem comprovar que o fato de ser uma criança com deficiência não significa que seja uma criança limitada a nível de aprendizagem. Além disso é uma criança extremamente divertida e sociável, que faz amizades com muita facilidade.


Conceitos-chave:
integração, puberdade, exclusão, dependência.


O professor entrevistado pelo grupo trabalha com alunos do 1º e 2º ano do ensino primário e, tem na sua turma uma criança hiperativa e um autista, embora este último seja num grau pouco elevado.
Relativamente à criança hiperativa as principais dificuldades com que se depara na interação com a criança é o fato de esta estar constantemente distraída. Para conseguir mantê-la concentrada algum tempo num trabalho tem que criar uma forma diferente de realizar as tarefas para conseguir mante-la minimamente interessada. Além disso, como é uma criança muito ativa o seu comportamento em sala de aula não é o melhor, pelo que acaba por ser repreendida várias vezes.

No que diz respeito á criança autista, apesar de ser num nível baixo, isola-se bastante e tem bastantes dificuldades de aprendizagem. Quanto à interação com os colegas, enquanto a criança hiperativa faz amigos com facilidade e é bastante popular, a criança autista tem muita dificuldade em relacionar-se com os outros e muitas vezes é motivo de gozo por parte das outras crianças.

Uma das maiores “queixas” deste professor é a falta de apoio do ensino especial. Geralmente, crianças com este tipo de necessidades especiais necessitam de um acompanhamento diferente para que a sua aprendizagem seja a melhor. Contudo, naquela escola isso não se verifica pois são disponibilizado apenas duas horas por semana a este tipo de crianças. O professor em causa não concorda com essa situação pois sente que não consegue disponibilizar a estas duas crianças atenção suficiente para lhes proporcionar uma boa aprendizagem. Por outro lado, quando passa mais tempo com estes dois casos, tentando fornecer-lhes a atenção que precisam, acaba por prejudicar o resto dos seus alunos.

 

Conceitos-chave: exclusão, aprendizagem, falta de meios, falta de tempo.

 

Relativamente às pesquisas realizadas encontramos algumas referências bastante interessantes. A primeira delas foi um debate que ocorreu na TSF sobre a forma como as crianças com necessidades educativas especiais (NEE) são integradas nas escolas. Dão a sua opinião pais, professores, psicólogos, auxiliares e todos eles partilham da mesma opinião: há falta de professores especializados, psicólogos, terapeutas, etc. A questão principal que se levanta é: Em Portugal existe uma escola inclusiva? Para ouvir o debate basta clicar no seguinte link: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1515413;
Durante a investigação realizada, encontramos um site muito interessante, denominado REDEinclusão.

Trata-se de um projeto que “visa o desenvolvimento da inclusão educativa e social das crianças em jovens em situação de vulnerabilidade nomeadamente, os que vivem em condições de privação ou abandono, os que são portadores de deficiência ou doenças graves e prolongadas…”.1 Aqui encontramos alguns recursos que nos ajudaram a refletir e a formar a nossa opinião: um deles foi um documento sobre a promoção da educação inclusiva em Portugal (redeinclusao.web.ua.pt/files/fl_45.pdf) e outro que retrata a escola como uma instituição que não se encontra preparada para receber crianças diferentes (redeinclusao.web.ua.pt/files/fl_47.pdf).

Com esta pesquisa chegamos a várias conclusões mas, a mais importante de todas, é que o sistema de educação português ainda não está preparado para fornecer o ensino correto a crianças com necessidades educativas especiais. A verdade é que cada caso é um caso e é muito difícil responder da forma mais correta a todos eles, mas ainda existem muitas lacunas que têm que ser corrigidas. Ainda existe a ideia (errada) de que só quem sofre de uma deficiência “visível” é que tem direito a ter acesso a uma educação especial mas não é isso que se pretende.
   

Escolha do nome: Após uma sessão de brainstorming conseguimos chegar ao nome do nosso documentário: “Sou diferente e depois?”. Na nossa opinião, é um título que gera “discussão” e é apelativo.
No encadeamento do nome do nosso documentário, vem o pressuposto do mesmo, isto é, o seu objetivo. Com o desenvolvimento deste projeto pretendemos transmitir aos espetadores a noção de que as deficiências que algumas crianças têm, não as impedem de serem felizes e de se integrarem na sociedade. Contudo, também desejamos mostrar o lado menos feliz da questão, ou seja, as barreiras que estas crianças (bem como os seus pais e pessoas próximas) têm de ultrapassar todos os dias, tanto a nível social como a nível escolar.


Estrutura provisória:


Sinopse:
Quais são as dificuldades sentidas por crianças com necessidades educativas especiais no seu dia-a-dia? Como é que os seus pais, professores e amigos acompanham a sua vida e os ajudam a ultrapassar os obstáculos com que se deparam? “Sou diferente e depois?” é um documentário que acompanha a vida destas crianças, recolhe opiniões dos intervenientes que participam na vida das mesmas e tenta encontrar um ponto em comum nas várias histórias. Mostrar que ser diferente não constitui um obstáculo para a felicidade e para o sucesso é o principal objetivo deste documentário.

Bibliografia:

redeinclusao.web.ua.pt/(consultado a 15/03/12);



 




.Copyright
© 2012 "Sou diferente e depois?" All Rights Reserved
.Copyright
© 2012 "Sou diferente e depois?" All Rights Reserved
.mais sobre mim
.Junho 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
13
14
16

17
18
20
21
23

24
25
26
27
28
29
30


.pesquisar neste blog
 
.posts recentes

. #entrega final - Estratég...

. #orientação12

. #desenvolvimentos16

. #versão beta

. #entrega06 e teste

. #orientação11

. #desenvolvimentos15

. #aula13

. #desenvolvimentos14

. #desenvolvimentos13

.arquivos

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

.tags

. todas as tags

.as minhas fotos
.participar

. participe neste blog

blogs SAPO
.subscrever feeds